segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Vida sem vida


Era noite, chovia muito os trovões eram horríveis estávamos eu, meu irmão, meu pai e minha mãe no carro, nós riamos por uma besteira que Jack dizia, meu pai queria chegar logo em casa e por isso resolveu acelerar mais o carro, todos nós percebemos quando o carro deu a primeira deslizada, mas ao invés dele reduzir acelerou mais, o carro deslizou para a outra pisca e eu só me lembro de um caminhão buzinando e os faróis vindo em nossa direção. 
- Jack a Lisa. – Minha mãe gritou e Jack colocou o corpo sobre o meu...

- NÃOOOOOOO. – Gritei levantando da cama com desespero e com lagrimas nos olhos.
- O mesmo sonho? – Carine me perguntou e eu assenti. Ela se levantou da cadeira e veio me abraçar. – Eu sinto muito.
- Eles eram tudo que eu tinha. – Disse soluçando.
- Eu sei Lisa. – Ela tinha lagrimas nos olhos. – Meus pais pediram a sua guarda provisória.
- Obrigada Carrie, você é uma ótima amiga. – Tentei controlar o choro, mas não conseguia. – Sabe quando eu vou ter alta?
- Não linda, não sei. – Ela se lamentou. – Quer alguma coisa pra comer? Eu peço pra te trazerem.
- Não, eu estou bem. – Limpei as lagrimas com as mãos.
- Vou buscar alguma coisa pra eu beber, se eu demorar bipa a enfermeira.
Havia duas semanas que eu havia perdido meus pais e meu irmão em um acidente de carro, havia duas semanas que eu estava em um hospital. Eu não conseguia andar, minha perna estava com uma bota pra proteger o local diz o medico que é porque a torçam foi feia, meu braço direito estava um lixo não conseguia move-lo direito porque a lataria do carro entrou no antebraço, eu tinha hematomas por todo o corpo, o que me fazia só querer ficar deitada pelas dores. Eu deveria me ajoelhar e agradecer muito a Deus por eu ter saído viva sem muitas conseqüências, mas o que adiantaria estar viva e estar sozinha? 

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